quinta-feira, 14 de agosto de 2014






Sem rumo
Onde encontrar poesia?
Em semblantes afáveis, inexpressivos... onde?
Em carrancas assustadoras... normal?!
Na percepção de vida... onde?
Em mãos atadas que não plantam, não colhem?
Em pensamentos fugidios, no espaço lúgubre?
Loucura simples, só.
Na brandura de espírito espezinhado pelo amor... que amor?
Desumanidade. Indiferença.
-Vá maltrapilho pedinte, até o outro lado da rua... vá!
Onde os olhos ignoram as mãos em prece
Estendidas por um pedaço de pão:
- Volte depois, estou sem tempo!
-Um copo de água?..
A porta fecha antes que se fale do cansaço, da fome, da sede...
Apazigua com o roncar de entranhas a esperança
E segue pela estrada que vai dar em lugar nenhum.


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