segunda-feira, 23 de abril de 2012
PALAVRÕES?!
Houve uma época em que odiava escutar qualquer palavra que fugisse às regras da nossa língua.
Melhor dizendo: palavrórios insanos, desprovidos de justificativa para serem atirados aos quatro ventos, sem importar se este ou aquele curtiam ou desprezavam esta forma inculta de manifesto.
O tempo passou e descobri que as palavras ditas como impropérios e xingamentos, muitas vezes nos impedem de cometer atitudes extremas. Quem nunca se viu diante de circunstâncias, onde, das duas uma: ou você explode e passa para a agressão física (atitude insana que não devemos jamais permitir) ou despeja uma série raivosa de palavras que deixaria confuso o mais desenvolto comediante de "Pânico na TV". Pessoas educadas não dizem palavrões...Não!?
Imagine esta criatura culta dando uma topada em quina de um móvel dentro de casa, ao sair apressada e atrasada para um compromisso; esta mesma pessoa descendo de um ônibus debaixo de chuva fortíssima afundar em um buraco imerso em tanta água; esta pessoinha abençoada fugindo, ensopada até os ossos, tentando acertar a chave na porta de casa?
Imagine você esperando horas em uma fila. Qualquer uma, e finalmente ao chegar sua vez, a atendente com um sorriso maroto disser: -O atendimento está encerrado, senhor Pensar que isso aconteceu porque você, nobre criatura, cedeu sua vez para um idoso? Desculpem-me mas só mesmo sendo desprovido de qualquer sentimento ou sangue nas veias para olhar a atendente e dizer plácidamente:
-Não tem problema, volto amanhã... Que são três horas em uma fila? Tenho todo o tempo do mundo! Não almocei, a fatura está vencida, estou precisando ir ao reservado mesmo. Obrigado pela atenção.
Queiram desculpar-me mas esta gota faria o copo de qualquer mortal transbordar...
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