quinta-feira, 16 de junho de 2016


             AMOR

Palavra mágica
Inventada pelos apaixonados?
O que é o amor?
É sentimento que não se explica
Domina corpo e mente
Inebria a alma... Ah, o amor!
De mãe
De pai 
De irmãos
De marido 
De esposa
De filhos
De genros
De noras
De netos
De bisnetos
De casais enamorados
De amigos que compartilham o mesmo teto!
É o amor pela natureza
Por toda forma de vida
Por todo tipo de flores
Das mais belas às mais singelas... Ah, o amor!
De seu animalzinho preferido:
Cão, gato, pássaro
Peixes, tartarugas, lagartos ou ratinhos.
Sentimento que faz bem à alma...
Ah, o amor!
Esta é uma das antigas, mas nem por isso menos importante:

                                     HOJE
É um dia muito especial. Dia de comemoração. Dia de recordar nossa meninice.
Sim. Éramos jovens e sonhadores: contávamos estrelas, observávamos a lua e fazíamos pedidos ao avistar uma estrela cadente! Sempre fomos e seremos confiantes em um Ser Supremo, Poderoso que rege nossas vidas...
Hoje ao relembrar e contar o desenrolar de nosso namoro, noivado, casamento exatamente nessa ordem aos nossos filhos, fazemos pilhéria... Mas foi tudo muito sério, não é mesmo?
Lembra das vezes que você me levou ao Clube de Dança só pra me agradar? Das inúmeras vezes que voltou da praia bicolor para esconder-me de olhares que não eram para mim? Sempre me importou somente seu olhar! Acreditava que protetor solar não era coisa de homem, lembra?
E quando pela primeira vez presenteou-me com uma orquídea? Nunca vi flor mais linda! Foi no passeio à Santos, lembra? Ah, meu Franco!
Dei-lhe este apelido carinhoso, pois eu e minha mãe vivíamos às turras e ela tem seu nome no feminino é claro!
E quando aparecia em meu prédio pedalando naquela bicicleta e mostrando pernas musculosas? Eu morria de ciúmes do mulherio que o admirava dos pés à cabeça... Lembra?
E pensar que antes de te ver, apaixonei-me por tua voz: belíssima, inconfundível, viril... que voz!
Deus, como te amo! São quase trinta anos, mas sei que é para toda a eternidade! Acredito sinceramente que tivemos e teremos outras vidas. Mas sei que estaremos sempre juntos em corpo e espírito, almas unidas... Como explicar este sentimento? Não encontro palavras para descrever, definir, explicar sentimento tão surreal e maravilhoso. Mas ficaria segundos, minutos, horas, dias meses e anos falando deste amor! 
Pedaço de céu, meu mundo! Vinte e três anos de casamento muito feliz. Se tivesse de recomeçar, faria tudo igualzinho! Contigo!
Obrigada meu Deus, por este presente em minha vida!
Obrigada pela família abençoada que formamos: as crianças são nosso orgulho!
Nosso lar é protegido por vossos anjos... Muito obrigada!

domingo, 3 de abril de 2016

       










 Quanto tempo sem escrever... Vasculhando gavetas, encontrei este texto que sequer me lembrava! Ele tem início assim:
Estou feliz. Feliz e grata aos céus, pois em três dias efetuaremos nossa mudança de residência. As crianças em nova Instituição de Ensino, terão as dificuldades iniciais, pertinentes a nova metodologia de ensino, novas amizades. Acredito que novos ares, mais espaço e independência hão de nos tornar mais tolerantes e afetuosos em relação a nós mesmos. Nosso apartamento, por ser pequeno, gerava atritos, pois nossos filhos dividiam um pequeno cômodo e tudo motivava desentendimentos. A pequena varanda comportava vasos pequenos com diversas plantas de que gosto muito. Mas agora elas irão para os canteiros abandonados que serão zelosamente cuidados e logo se apresentarão floridos e frutificarão trazendo a companhia de pássaros com seus gorjeios maviosos. Farão as manhãs especiais e otimizarão várias realizações. Nossa primogênita iniciará sua vida universitária na UFRJ no próximo mês. Seu quarto ficou lindo: alvo, acolhedor e prático como sua dona. O leitor certamente já concluiu que me refiro à nova casa que, com a ajuda de Deus e muita dedicação e trabalho conseguimos adquirir. Cada cantinho deste lar tem a praticidade e  bom gosto de meu marido, que tal o João-de-barro (passarinho), cuidou de forma primorosa de tudo para nos deixar confortáveis.
Os meninos, cada um a seu modo se tornarão mais cooperativos e desenvolverão à longo prazo: respeito, admiração, amor e quem sabe, organização para o bom funcionamento desta admirável máquina chamada família.

sábado, 27 de junho de 2015

                                                       JUNHO de 2015

           Então,  temos mais um ano juntos a comemorar. Acertamos,  erramos... quem irá nos julgar? Demos o que de melhor havia em nós! Não somos mais jovens, mas tampouco estamos decrépitos. Somos saudáveis e temos muita lenha ainda para queimar. A cada dia, cada fio grisalho, cada ruga em nossos rostos e cada conquista almejada, nos lembra que fomos capazes e temos motivos de sobra para agradecer aos céus e festejar esta data. Lembra aquele menino  que, aos dezoito anos, resolveu namorar a garça de vinte?! Lembra o esforço para passar em concurso e conseguir um bom emprego? De quanto caminhamos à pé, felizes somente com a companhia um do outro? Lembra aquele dia chuvoso e frio no sítio em Miguel Pereira, no passeio do Grupo Jovem em  02 de Junho de 1983? Acredita que passou trinta e dois anos? Como é possível?! Lembro com exatidão cada dia, cada alegria!
       Nosso noivado e depois, em dezessete de Junho de 1989... nosso casamento! Este mês temos muito a comemorar, não? Aniversário de Namoro, Dia dos Namorados, Festa de casamento...Vinte e seis anos... Ufa! Como você me aguenta? Impossível imaginar todo esse tempo sem José Francisco - meu amor - presente de Deus pra mim... Que bênção!
       Muito bom olhar para trás e lembrar que formamos uma bela família! Que nossas crianças estão crescidas. Que temos nossa primogênita formada, casada e  buscando como nós,  sua realização!  Os nossos meninos estão a poucos meses da formatura, e o orgulho que temos deles??? Três tesouros!!! Temos MUITO a agradecer. Nossa casa é linda e mais do que um dia desejamos. Temos a outra, que é um refúgio tranquilo desta agitação de cada dia.
       Desculpe por tantas palavras repetidas! Desculpe por dizer tudo que sabes... Parabéns pra nós!   
Daquela que te ama hoje, muito mais que ontem...
                                                            Sua mulher!


domingo, 5 de abril de 2015

Utopia
Ah, se eu pudesse...
Semearia flores em cada esquina
Todos teriam amores fazendo rima.
Toda maldade se dissiparia
Não haveria queixumes,
Mas energia para mudar o que incomoda e ser pleno!
Ah, se eu pudesse...
Não haveria ônibus e metrôs lotados
Todos teriam assento reservado.
Baniria casinhas em áreas de risco
Todos teriam ninhos seguros
Das tempestades, da violência, do mau agouro!
Ah, se eu pudesse...
As crianças teriam perspectiva
De saúde, ensino, segurança, amor
Em casa, nas praças, na vida!
Ah, se eu pudesse...
Não haveria humano ou animal entregues à própria sorte
Não faltaria estímulo para realização de todo desejo
Ah, se eu pudesse...

 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014



Sobrevivência

Devo aventurar-me e sair?
Ela estará me esperando?
Com o coração aos pulos corre os olhinhos em volta.
Temeroso, sem avistá-la, esgueira-se então.
Joga o corpo para a esquerda
Acelera e alcança a colina em frente.
Pensamentos em turbilhão
Aperta os passos atento a qualquer movimento.
Logo chegará ao seu destino...
Onde estará?!
Eis que uma sombra acima de sua cabeça
Denuncia a presença alada.
Com um grito de horror, corre desabalado
Para o cantinho protetor: bendita toca!
-Ufa! A gaivota quase me alcançou!
O pequeno caranguejo com as patinhas no peito suspira:
– Não foi desta vez que virei alimento de pássaro!
A gaivota, por sua vez, flana harmoniosamente
Entre céu e mar em busca de comida.

Na testa alva, uma interrogação:
-Eu o vi, tenho certeza! Suculento crustáceo logo ali...
Onde terá se escondido?
Decepcionada, faz uma volta e retorna à procura de alimento.

domingo, 14 de setembro de 2014

Maguila, o gorila

A menina não perdia a oportunidade de assistir ao desenho animado. Era um gorila enorme: marrom, peludo, usava gravata borboleta e uma bermuda com suspensórios... uma gracinha! Aprontava mil e uma diabruras com seu paciente dono, o senhor Peebles.
Geralmente o programa antecedia o horário do colégio. Ágatha então, tomava um banho bem rápido para não perder o desenho, vestia o pequeno roupão de banho sem enxugar-se direito e devorava o almoço... até aquele dia!
Após as traquinagens costumeiras, o grandalhão foi banhar-se cantarolando canção indefinida. Ainda assoviando, apanhou a toalha, pequena demais para seu tamanho, e segurando-a pelas pontas, num arremedo de pular corda, jogou-a para trás e enxugou as costas diante da surpresa de dois olhinhos grudados à tela.
A menina então, ainda molhada, repetiu o gesto e aprendeu finalmente a secar os ombros, ficando finalmente, enxuta por igual. Saiu feliz e na escola contou aos amiguinhos o que havia aprendido na televisão. Percebeu que outros coleguinhas tinham a mesma dificuldade.
A partir daquele dia, encantaram-se ainda mais com o desenho e não mais apresentaram o uniforme úmido. Afinal o Maguila, aquele querido gorila havia-os ensinado (sem saber) a cantarolarem durante o banho diário e principalmente, a enxugarem suas costas.